Entrevista com a pesquisadora de arte urbana Gláucia Pimentel

“Com olhar sobre as artes, percorri um trajeto tortuoso vivenciando muitas linguagens e riquezas culturais. Na graduação pela Sociologia e Política, o foco maior foram as culturas indígenas. Das tabas às grandes cidades, fiz graduação em Arquitetura por 3 anos, focando meus esforços no Patrimônio Histórico, onde Arquitetura, Urbanismo e Antropologia se misturavam à História. Depois abri uma livraria e, por vários anos, montava encontros de Jogos de RPG, de diretores de teatro, exposições de fotografia, e outros eventos. Quando tive de fechar a livraria, fui fazer Mestrado em Antropologia para estudar as “Tribos Urbanas do RPG”, mas a orientação falha me levou para a Teoria Literária na Pós da Letras, onde pesquisei o Tropicalismo de São Paulo com Os Mutantes, e a questão do Feminismo Contracultural com a Rita Lee como pretexto. Aproveitei para estudar também fotografia, performance, indumentária e claro: letras e arranjos de 20 canções da banda de 1967 à 1972. Fiquei dando aulas de Sociologia, Filosofia e História da Arte em Cursos de Artes, até que fiz o Doutorado com a obra do Roberto Piva, poeta de São Paulo que fala sobre erotismo, poder e a metrópole paulistana. E por fim, mais recentemente, já fazendo incursões pela fotografia e registros em vídeo, fiz o pós-doc sobre Arte de Rua na Eca, entrevistando muita gente envolvida nessa linguagem. Hoje em dia dou assessoria, cursos e palestras sobre Arte Brasileira, Arte de Rua, Movimentos Culturais e Questões Urbanas. Para conhecer mais das pesquisas, acesse o www.arspublica.com.br.”

DESURBANISMOS: Com quantos anos você começou a despertar interesse pela arte urbana? E quais foram suas motivações?

Desde criança palavras de ordem eram inscritas pelos muros, com queixas doloridas e corajosas contra a ditadura. Por mais que mantivessem as ruas limpa e controladas, sempre se via uma frase de protesto como um grito no escuro – assustado e corajoso.

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Anos 60 – Estudantes da UNE

 

Anos depois, a ditadura ainda perdurava, mas o gosto pela irreverência já tinha me mordido, lendo e vendo ‘coisas proibidas’ que me instigavam a construir um discurso crítico contrário a todo aquele aparato de controle que me cercava pelas ruas. A ditadura militar ainda mantinha as bocas caladas, mas a contracultura se imiscuía com o modernismo pra construir uma resistência disfarçada, que se chamou Tropicalismo.

Pelas ruas, coalhadas de militares truculentos, mal-encarados e, oficialmente matadores, só se ouviam ruídos de carros e dos fluxos do trabalho. A simples reunião numa esquina pra falar besteira depois da escola chamava a atenção ‘dosrato’  que já vinham rosnando: “Circulando! Circulando!”  nos empurravam. Mas começaram a surgir, no final dos anos setenta, umas frases soltas que me fazia rir entre surpresa e deliciada. Hoje sabemos que eram frases do Hudinilson Jr com o Beije-me Ah!Ao lado de uma boca carnuda e sensual.

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Anos 70 – Hudinilson Jr

 

Depois outras frases de fundo Anarco-Contracultural  que me encantavam, e eu comecei a registrar no meu diário as frase que encontrava pelos muros: “Dance, mas não dance!”,   “Emília – Vamos fugir para um sítio só nosso? Assinado: Visconde de Sabugosa” ,  “A minha liberdade adora a sua!”,  “Entre para a tribo dos que dançam na chuva!” / “Não compre jornais. Minta você mesmo!” .  E muitas outras.  Aquelas frases eram ariscas, arredias e ousadas, porque o risco de repressão, leia-se: porrada, porrada e porrada, era muito grande. Os milicos não desgrudavam das ruas e apareciam dos esgotos e de todos os buracos impensáveis no meio da cidade.

Já nos anos oitenta,  a repressão começou a relaxar, e as escrituras de rua começaram a ganhar desenhos e cores, pois o risco era menor, e a aceitação das pessoas era notória. Todos gostavam das piadas e das jogadas pelos muros e caminhos.

Anos 80 – Alex Vallauri

Anos 80 – Alex Vallauri

Anos 80 – Carlos Matuck

Anos 80 – Carlos Matuck

 

 

 

 

 

 

 

Nunca mais parei de observar nossos muros.

 DESURBANISMOS: Qual foi a melhor e pior experiência que você teve?

Em relação às Artes de Rua? A melhor experiência foi redescobrir a poesia e a palavra por entre os desenhos que, afinal, tomaram as ruas de assalto. Muita coisa boa, mas muita mediocridade dos desenhos, fazem o lado chato da experiência. Quanta mediocridade!  Quanto primarismo e o pior,  quanta cópia barata do hip-hop …!! Deixa as ruas mais burras, e eu prefiro a interferência da pichação ao mau desenhista e ao hip-hop bobão.

 DESURBANISMOS: Quais são suas referências acadêmicas?

Cito algumas fundamentais:

“O Poder do mito” de Joseph CAMPBELL,

“Culturas Híbridas” de Nértor Garcia CANCLINI,

“A cidade polifônica: ensaio sobre a antropologia da comunicação urbana” de Massimo CANEVACCI,

“The Faith of Graffiti” de Norman MAILER e Jon NAAR

“Graffiti Brasil” de Tristan MANCO, LOST ART e Caleb NEELON

“Estética Marginal” de Victor MARIYAMA

“Graffiti: una ciudad imaginada”, “Punto de vista ciudadano: focalización visual y puesta en escena del graffiti” e

“Imaginários Urbanos” de Armando SILVA

“Graffitis em múltiplas facetas: definições e leituras iconográficas” de William da SILVA-e-SILVA

 DESURBANISMOS: Quais são suas principais referências artísticas?

Minha formação é eclética. Mesmo! Da erudita às transgressivas. Em muitas linguagens, que se comunicam o formam um padrão ético-estético:

Música: Prokofief,  Schoemberg, Villa Lobos, Ernesto Nazare, Led Zepelin, Pearl Jam, Tom Zé e outros dodecafônicos sempre preferidos!

Literatura: Jorge Luis Borges, Álvaro de Campos, Shakespeare, Roberto Piva, Machado de Assis, Eurípedes,…

Artes Plásticas: Rupestres, Bruegel, Rembrandt, Iberê Camargo, Daniel Senise, Bispo do Rosário, Bruno Giorgi, Tunga, Joan Miró, Adriana Varejão,  Jean-Michel Basquiat, Athos Bulcão, Lygia Clark,  Jean Dubuffet e muitos outros.

Adoro Quadrinhos, Teatro, Cinema, Dança, Arte Digital e Fotografia…Cartier Bresson e Sebastião Salgado, claro! Mas tem muitos outros. No Brasil tem maravilhosos!

Gosto muito dos grafiteiros que lidam com referências culturais brasileiras. Meus preferidos são: Vitché,  Osgemeos, Nunca, Órion, Boleta …. de fora, amo o Banksy!

Vitché

Vitché

Óreon

Óreon

OsGemeos

OsGemeos

 

 

 

 

 

 

Não gosto da Nina… são poucas as mulheres no grafite, mas pra fazer boneca mimimi, dispenso! No caso do Zezão gosto do uso dos espaços renegados, mas acho bem fraco a repetição das formas. Miau e Chivitz fazem uma dupla bobinha, meros decoradores de portas comerciais e outros…

 DESURBANISMOS: Qual é a relação entre grafitti e a pichação?

Ambos são Expressões Urbanas de grupos desviantes, surgidas com o movimento Hip-Hop. O Grafite chegou a São Paulo no início dos anos 80, e depois se espalhou pelo país, confundindo e se misturando com as manifestações locais pré-existentes, mas com origem e linguagens oriundas das escolas de arte como a Unicamp, Eca e, principalmente, Faap. A vantagem do movimento Hip-Hop em São Paulo foi que a periferia, sempre abandonada e sem qualquer atendimento cultural ou esportivo, serviu como grande e benéfico instrumento de convívio e desenvolvimento de talentos. Foi assim que surgiram Osgesmeos e outros talentos verdadeiros que iniciaram com o grafite.

A pichação, embora tenha surgido nessa onda de levar a gurizada pra rua se expressar, acabou fomentando um jogo competitivo de grupos (rejeito o termo gangue nesse caso) que, embora com o mesmo espírito inicial do espírito Hip-Hop do Brooklin de N.York (Watch my name goes by) do início da década de 1970, acabou produzindo uma busca estética e ética ÚNICA NO MUNDO! Admirados e odiados, as CREWs desenvolvem famílias de letras originais e lindas, apenas que esfregadas nas áreas onde a Cidade não dera permissão. Decidem que irão apontar e recobrir todas as ruínas pela cidade. E elas são muitas! E se tornam inimigos da beleza. Passam a ser perseguidos, caçados e processados. Em S.P. o grafite é permitido mas a pichação é proibida por Lei! Absurdo.

A relação entre as duas linguagens é dúbia e sem regras. Tem quem ‘ascenda’ da pichação para o grafite, tem quem faça as duas ao mesmo tempo, tem quem critica uma ou outra. Tem quem diga que pichação é coisa de moleque vândalo sem talento, mas pichadores, muitos deles, consideram os grafiteiros mero desenhadores de bonequinhos, babacas, covardes e despolitizados.

A maioria da população odeia a pichação, mas artistas de todas as linguagens como atores de teatro, escultores e intelectuais das ciências sociais e humanas em geral e eu inclusive gostam muito do gesto ético dos que ousam se apossar de uma cidade que lhes é cruel, indiferente mas, por outro lado, lhes dá um gigantesco palco de experimentação inimaginável.

 DESURBANISMOS: Além do grafitti e da pichação quais são as outras formas de manifestação da arte de rua?

Gosto muito das outras formas de expressões públicas como o Estêncil, que já existia em SP desde os anos setenta, mas foi canonizado internacionalmente, por Banksy. E gosto muito das formas mistas, quando grafites e colagens se misturam. Os Lambe-lambes que criticam a cidade com humor e algumas sacanagens…. Tem outras formas, mas essas são mais legais.

 DESURBANISMOS: Qual é a ideologia por trás da arte de rua?

Existe uma transgressão por conta do enfrentamento  iminente aos comentários de rua, críticas  ou manifestações de aprovação, fora os distratos e perseguições oficiais. Se lançar nas ruas é o risco de se apoderar de um espaço que não lhe pertence, e onde tudo pode acontecer.  O desconhecido e o desejo de agradar, no caso dos grafitistas e de desafiar no caso dos pichadores, é geral. Mas a ideologia Hip-Hop é de inclusão através de uma crítica com mágoa contra a cidade/sociedade que não os recebe, não os reconhece, não os vê, não os aceita, não os ampara, pois de onde vêm,  não há museus, centros culturais onde podem se exercitar, se testarem, sem escolas onde possam trocar ideias, linguagens, problemas… e são todos jogados nas ruas, longe de famílias disfuncionais, instaladas em casas pequenas com pouco espaço de intimidade, e todos preferem ver o confronto misturado com carinho e proteção de estranhos que formam grupos ou apenas cúmplices de um ato proibido.

A ideologia é a capitalista, com todas as suas contradições: Como periféricos, seus espaços são demarcados para dormirem e, talvez, reunirem pessoas para fazerem festas regionais, onde proletários italianos aprendem e ensinar aos cearenses que vivem a mesma rua, ou o outro grupo de dançarinos breakers que aprender forró, ou a riscar parede para a festa…..  Mas uma lucidez projeta a condição pra fora de um regionalismo. Pode ser tradicional, mas é lucidamente crítico com apropriação estética., já que o Hip-Hop pretende ser aceito.

O Rap brasileiro se mantém fiel as críticas sociais que o engendrou, mas não as outras linguagens do Hip-Hop. As outras almejam a Indústria de Entretenimento. Serem famosos, ricos, conhecidos. Nada contra a sociedade, salvo ela ser fechada aos menos privilegiados ou mais prejudicados socialmente.

O Grafite é uma manifestação cabal da existência das Classes Sociais atuais. O Grafite delata, aponta o que a industria de entretenimento tenta minimizar ou esconder.

Não é uma ideologia de esquerda – pela primeira vez , desde todo a História dos Movimentos Culturais Juvenis. Os Hip-Hops,  em seus grafites, pichações, skates, breakers, rappers,  e MCs  só querem PERTENCER, e por isso criticam os aspectos em que são discriminados.

 DESURBANISMOS: Como você imagina que a sociedade vê a arte de rua ?

Pelas entrevistas que fiz nas ruas, durante mais de quatro meses, pude perceber que a grande maioria dos transeuntes e passantes, aprovam o grafite, principalmente quando o percebem colorido, seja ele figurativo ou abstrato.  O motivo que mais os tornam  tão aceitos, diz respeito à rejeição da aparência da cidade que tem fama de “cinzenta’, e os grafites funcionam  como antídotos a essa espécie de doença de pele que recobre a cidade, tornando-a triste, sem graça e monótona. Por isso o grafite é tão aceito e aprovado.

E já sabem que vários dos grafiteiros que se repetem pelas ruas e já são identificáveis,  começam a serem aceitos no mercado de artes nacional e internacional.  Mas também odeiam os pichadores e pressionam legisladores para que punirem pichadores que são confundidos com gangues de rua, sem notar que, de fato seus grupos disputam, mas não pó espaço, e sim por qualidade.

 DESURBANISMOS: Como o grafiteiro transforma a cidade? E o pichador?

Ambos se apropriam da cidade – um organismo monstruoso e administrado por fatias, de acordo com segmentos de poder, onde os grupos marginais e periféricos não participam.

As duas manifestações dialogam com seus moradores. O primeiro grupo visa o mercado, e pretende produzir trabalhos que lhe faça viver disso, tornando-o um embelezador de portas comerciais ou outros cômodos de casas da classe média.

O segundo grupo aponta tragicamente os locais degradados da cidade,  pintando suas ruínas, gritando aos olhos das autoridades e seus habitantes, o cujo social do abandono desses esqueletos  deixados pela cidade, ocupados por crackeiros, mendigos, sem qualquer finalidade social saudável ou necessária. Os pichadores dialogam com a administração pública da cidade, brigando com suas políticas públicas e acusando suas administrações.

 DESURBANISMOS: Que sentimentos a cidade gera no artista?

As generalizações são sempre empobrecedoras. A Cidade é um grande pano de fundo onde suas necessidades são rebatidas. Cada grupo, cada indivíduo, manifesta sua forma de expressão ético-estético, por isso são artísticos e não técnicos.

 DESURBANISMOS: Existe um mercado de arte de rua? Como funciona?

Cada vez mais abrem novas galerias especializadas em artes de rua, sendo a primeira a Choque Cultural, mas atualmente, são mais de 17 só na cidade de S.Paulo, e as galerias tradicionais, já aceitam trabalhos em forma de quadros ou painéis, para comercialização como linguagem específica: Arte de Rua. Já há público para ver, debater, comprar e colecionar.  Quanto aos museus, cada vez mais, incorporam um ou outro artista de rua como o Kboco no Mam, o Nunca e Osgemeos na Tate Gallery de Londres, etc. Cravando sobre eles, o “Aval de aceitação de Arte Verdadeira”.

 DESURBANISMOS: Qual é a relação da arte de rua e a cultura hip-hop?

Tem muita expressão Hip-Hop na rua ainda, mas a marca do grafite brasileiro, reconhecido internacionalmente, é a percepção de obras ligadas às temas nacionais, que impressiona pela originalidade e qualidade, mesmo quando soa anônimos.

Nunca

Nunca

Nem

Nem

Highraff

Highraff

 

 

 

 

DESURBANISMOS: Quais são as diferenças e semelhanças entre a arte de rua na região central e na periferia?

Não vejo diferença nas obras, mas nos suportes: a qualidade dos muros, paredes, condições das edificações – se estão em lugares com valores canônicos ou históricos, se são edifícios abandonados….. e essa condição pode acontecer em qualquer lugar.

 DESURBANISMOS: O Governo intervém na arte de rua de uma forma positiva ou negativa? Como é essa intervenção?

Estão se tornando relações cada vez mais institucionalizadas, pois assim se tem mais controle sobre os tipos de interferências nos prédios. No começo havia perseguições e aprisionamentos, depois veio a  política da Cidade Limpa com o Kassab, que apagava com tinta cinza o que seus funcionários achavam feio. E pra eles, tudo era feio se não se parecesse com arte convencional, a chamada Acadêmica. Depois os grafiteiros começaram a ter projeção internacional e as permissões dos painéis acabou produzindo uma profissão de grafiteiro profissional como vários deles, como o Binho Ribeiro, o Paulo Ito, etc, que vivem de fazer painéis para a Prefeitura e outros comerciantes. Por outro lado,  com a possibilidade de conseguirem vender seus trabalhos, os grafiteiros estão cada vez mais dóceis, e os pichadores com menos espaços, mas ainda na ativa.

Binho Ribeiro encabeçando grupo –Pça Kobayashi no centro

Binho Ribeiro encabeçando grupo –Pça Kobayashi no centro

 

 

     Rui Amaral na Av. Paulista

Rui Amaral na Av. Paulista

 

 

 

DESURBANISMOS: Qual é a visão do ponto de vista da arte urbana sobre as políticas públicas?

O que se vê atualmente, com a entrada dos interesses dos mercados, as coisas têm ficado mais calmas: as galerias já buscam nas ruas talentos para engrossarem seus quadros, aproveitando que são, ainda, de baixo valor comparado ao mercado internacional.  No mais, a Prefeitura segue encomendando painéis para ‘embelezarem’ áreas decadentes, para evitar a ocupação dos pichadores que, com suas intervenções, dão ênfase às mazelas do poder público na cidade.  Mas como dizem os gêmeos, “painel encomendado não é grafite – só um painel pintado por profissionais dos pinceis”.  Para eles, e eu concordo, o grafite possui um viés político de ocupação  dos espaços que passaram a serem considerados apenas fluxos à produção, e não mais pertencentes a seus habitantes.  O que se vê portanto é uma certa domesticação do grafite por um lado, e uma tendência de humanização de certas partes da cidade com os pallets de conversa, que instauram micro-praças ao longo das vias. Mas áreas de lazer na periferia da cidade, como quadras de futebol, de basquete noturno, rampas de skates,  praças públicas , bibliotecas com  salas de leitura, nada. A periferia continua não oferecendo nenhum tipo de ocupação para os jovens que, ao contrários dos jovens das classes médias que possuem TVs em seus quadros e mais um monte de aparato eletrônico para sua ocupação – retirando-os das ruas, os jovens da periferia buscam nas ruas suas parcerias e estímulos inter-relacionais, mas não encontram nada, e as disputas por espaços de expressão continuam noite adentro, entre grafites e pichações, sempre muito mais rápidas e ágeis para fugidas  repentinas.

 DESURBANISMOS: A arte de rua tem poder de influencia sobre as políticas públicas?

A Arte de Rua já influenciou as políticas públicas. Já viram o documentário Cidade Cinza? Então, lá o Kassab aparece para se desculpar e reconhecer o grafite como uma contribuição ao bem estar dos habitantes de cidades feias, sujas, mal-cuidadas como São Paulo, reconhecendo sua utilidade e propondo a proteção dos painéis (depois de ter causado polêmica pela ‘caça aos grafites’, cobrindo tudo de cinza). Com o Haddad agora, desencanei um pouco e não venho acompanhando, mas acho que ele não é repressor como o Kassab. Será?

One response on “Entrevista com a pesquisadora de arte urbana Gláucia Pimentel

  1. Gláucia Pimentel

    Ficou muito bom Marina, agradeço e fico entusiasmada. Vamos ver se alguém faz comentário para sabermos como ficam as colocações, algumas bem polêmicas sobre esse assunto, ainda pouco discutido. beijos. Vc quer foto? não entendi, bem, explica aí. bjs

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